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Braga e Coimbra ao alcance dos brasileiros

09 de Abril de 2026

Armando Alexandre dos Santos

Armando Alexandre dos Santos

 Braga e Coimbra ao alcance dos brasileiros

Sou, por inveterado hábito, crítico implacável dos guias turísticos, que costumam ser superficiais e, com frequência, transmitem informações errôneas e contribuem para a perpetuação de erros históricos elementares.

Essa minha crítica se refere, sobretudo, às pessoas que servem de guia em locais históricos, mas se entende também aos guias turísticos impressos, sejam eles livros, sejam opúsculos ou simples folhetos.

Quanta bobagem não ouvi, por exemplo, dos guias turísticos que, nas cidades históricas de Minas Gerais, apresentam aos visitantes as maravilhas da arte barroca mineira! Lembro de um, na cidade de Tiradentes (antiga São José d´El Rei) que afirmava, com ares professorais, que algumas igrejas eram construídas com apenas uma torre para pagarem menos impostos à Coroa portuguesa que explorava o Brasil! Outro, numa igreja de São João d´El Rei, fazia uma confusão infernal na identificação dos santos, sem o menor conhecimento dos atributos que tradicionalmente a imagética conferia a cada um deles. Assim, a imagem de um santo com tiara e báculo pontifício, que era obviamente São Pedro, “virava” São Paulo, ou São Bento. Um santo com hábito franciscano, com o cordão e os três nós, “virava” São Bento ou São Bernardo. Qualquer santo negro imediatamente era identificado como sendo São Benedito, embora o hábito branco, dominicano, indicasse tratar-se, sem a menor sombra de dúvida, de São Martinho de Porres. E assim por diante...

Infelizmente, fazem falta no Brasil guias turísticos como existem em muitos locais da Europa, precisos e profundos, com formação superior, verdadeiros especialistas na matéria que expõem, capazes de interessar o grande público visitante, mas capazes, também, de conversar de igual para igual com visitantes que já conhecem em profundidade o assunto que está sendo mostrado.

No que diz respeito a guias turísticos impressos, também estendo a eles minha prevenção. Neles, de um modo geral, se encontram menos erros históricos do que nas exposições orais dos cicerones, mas o que os caracteriza é, via de regra, a superficialidade.

Sendo tão preconceituoso – no sentido etimológico do termo – em relação ao gênero, foi com agradável surpresa que tomei conhecimento de dois belíssimos guias turísticos que recebi de Portugal, como presente do Dr. António Carlos de Azeredo, velho e querido amigo e companheiro de lutas desde os remotos tempos de nossa mocidade.

Possui ele uma editora especializada em guias turísticos de alto nível, a Editora Caminhos Romanos. Os livros que publica, ele próprio os escreve, depois de pesquisa exaustiva e feita com acurado senso crítico, e ele próprio os ilustra e edita, com apurado senso artístico. Sua formação é jurídica, mas ele é profundo conhecedor da história de Portugal e pertence a uma família em que são numerosos os arquitetos, especializados em monumentos históricos de Portugal. Isso o aparelha a produzir livros turísticos excelentes, da mais alta utilidade para quem visite Portugal. Tanto o turista comum, sem conhecimentos especializados, como o mais exigente e crítico, todos podem ler com gosto e proveito seus magníficos guias.

Ele me enviou dois, com os títulos “Braga – Bracara Augusta - Dois milênios de História” e “Coimbra – Património da Humanidade”. São esplêndidos guias, profusamente ilustrados, que um brasileiro que visite Portugal não pode deixar de conhecer. Mesmo que não possa, de momento, deslocar-se até lá, a leitura deles já vale por uma viagem. Podem ser comprados pelo e-mail [email protected]. Garanto que vale a pena.

 

 

 

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